Na última sexta-feira, os preços da soja registraram alta na Bolsa de Chicago, impulsionados pela demanda dos Estados Unidos e pelo suporte do trigo. Em contraste, o mercado de café perdeu força devido à expectativa de uma oferta recorde. A soja, que tem se beneficiado de um cenário geopolítico favorável e condições climáticas na América do Sul, acumulou ganhos significativos nos últimos meses, embora o impacto no Brasil seja limitado pela valorização do dólar.
Os contratos futuros de soja para março de 2026 subiram para US$ 1.156,75 por bushel, um aumento de 9 centavos. As expectativas de maior demanda americana e o suporte do trigo foram fatores determinantes para essa valorização. A soja também tem sido beneficiada por questões geopolíticas e condições climáticas na América do Sul, que continuam a influenciar positivamente os preços.
Enquanto a soja avança, o café enfrenta desafios. A previsão de uma oferta global recorde pressionou os preços do café, que fecharam em queda na quinta-feira. Esse cenário reflete uma melhor oferta global, que tem impactado negativamente o mercado.
No Brasil, a soja já tem quase 25 milhões de toneladas entre embarques e lineup, um volume 40% maior em comparação a 2025. No entanto, a valorização do dólar tem limitado o repasse dos ganhos internacionais para o mercado brasileiro. As perspectivas futuras continuam a depender de fatores climáticos e geopolíticos, que devem ser monitorados de perto pelos produtores.



