A cotação da soja na Bolsa de Chicago encerrou em forte queda, atingindo o limite de baixa, impulsionada por um movimento intenso de vendas de posições. Essa volatilidade é atribuída à incerteza em torno de uma possível reunião entre os líderes Xi Jinping e Donald Trump. O mercado, que já estava bastante aquecido devido aos conflitos no Oriente Médio que elevaram os preços do petróleo, agora enfrenta novas pressões.
No Brasil, a queda do dólar adicionou mais pressão sobre os preços da soja, dificultando ainda mais as negociações. Segundo um especialista do Itaú BBA, a comercialização interna ainda não alcançou 50%, refletindo a hesitação dos produtores em vender diante das condições atuais do mercado.
A situação é agravada por informações desencontradas sobre o fluxo de soja do Brasil para a China, que, embora mantido, continua a gerar incertezas nos mercados de ambos os países. Além disso, um novo ofício do Ministério da Agricultura flexibilizou os embarques para a China, mas os desafios persistem.
Outros produtos agrícolas também sentiram o impacto das condições de mercado. O milho, por exemplo, continua com preços em alta devido à oferta restrita, enquanto o café apresentou movimentos mistos nas bolsas internacionais. A situação do trigo também foi afetada, com quedas registradas na Bolsa de Chicago devido à pressão da oferta global.
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