A cotação da soja caiu para menos de R$ 100 por saca em várias áreas produtoras do Brasil, conforme relatado recentemente. Esta redução de preço foi observada em um contexto de mercado onde o dólar desempenhou um papel crucial para limitar perdas ainda maiores.
Em Chicago, as negociações de soja apresentaram novas altas, com o suporte do farelo e dos grãos, o que ajudou a retomar o patamar de US$ 11 nos contratos mais longos. No entanto, no mercado interno brasileiro, a desvalorização da soja foi notável, com o preço caindo abaixo dos R$ 100 por saca em diversas regiões.
A queda nos preços da soja ocorre em um cenário de alta nos preços dos fertilizantes, que já acumulam um aumento de 10% em 2026. Essa combinação de fatores pressiona os produtores a reavaliar suas estratégias de gestão, especialmente diante da escassez de mão de obra e da alta rotatividade no setor agrícola.
Especialistas alertam para a necessidade de atenção à comercialização, mesmo em um período de preços baixos. A previsão de chuvas acima da média nas regiões Norte e Sudeste pode influenciar as condições de cultivo, enquanto o cultivo de café no Brasil está projetado para dobrar até 2050, apesar das preocupações com o endividamento futuro.



