A cotação da soja superou a marca de US$ 13 por bushel na Bolsa de Chicago, encerrando a semana em alta e trazendo perspectivas positivas para a safra 2026/27 no Brasil. No estado do Mato Grosso, por exemplo, as margens de lucro, que estavam quase nulas na temporada 2025/26, agora indicam um aumento para cerca de 8% na nova safra. Especialistas aconselham os produtores a aproveitarem as oportunidades de venda que surgem no mercado.
O recente aumento nos preços da soja está relacionado a fatores climáticos adversos na China, que têm pressionado as safras locais e, consequentemente, elevado os preços da soja e do milho no Brasil. Além disso, a tensão geopolítica no Mar Negro contribuiu para uma alta de mais de 6% no preço do trigo em Chicago, o que também influenciou o mercado de soja e milho.
Nos portos brasileiros, a soja atingiu R$ 160, refletindo a valorização em Chicago e a alta do dólar. A demanda contínua e as condições climáticas favoráveis também sustentaram os preços. Na sexta-feira, a soja encontrou suporte adicional devido à alta no óleo e à demanda crescente.
Apesar de um leve recuo observado na quinta-feira, devido à realização de lucros, a soja manteve-se em alta, com negócios chegando a R$ 161 no Porto de Paranaguá. As vendas anunciadas pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) e a disparada do trigo foram fatores que impulsionaram a soja a romper a barreira dos US$ 13 em Chicago.



